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Notas

Aula 05


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Introdução

Prevenção é um conjunto de atividades que tem em vista evitar que algo ocorra ou se intensifique. Na área da saúde, por exemplo, seria prevenir que uma doença ocorresse em um indivíduo. A prevenção está em todo o lugar: no cinto de segurança nos automóveis; nos ambientes adaptados para ocorrência de acidentes; na presença de boas calçadas, estradas e rodovias; e na prática de exercícios físicos, dentre outras ações. Essa prevenção é dividida em primária, secundária e terciária.

Ao final desta aula, você será capaz de:

  • entender a definição de prevenção;
  • conhecer os tipos de prevenção na área da saúde.

Prevenção

Caro(a) aluno(a), antigamente os estados patológicos eram considerados como resultantes do desequilíbrio entre as causas da doença e as forças curativas da natureza. O médico na Grécia antiga tinha como função auxiliar essas forças curativas a restabelecer o estado fisiológico, ou seja, a saúde, promovendo as condições favoráveis para tal e abstendo-se de realizar ações intempestivas ou inadequadas.

Os hospitais, desde a Idade Média até a atualidade, passaram de instituições de caridade, dedicadas aos pobres e indigentes, para instituições prestadoras de cuidados de saúde de ponta da globalidade da população, assumindo-se, igualmente, como centros de investigação médica. Nos últimos 40 anos, vemos nos países industrializados uma explosão de custos no setor da saúde, o que é atribuível não só ao envelhecimento da população (transição demográfica), mas também à inovação tecnológica hospitalar, à alteração da estrutura familiar (institucionalização dos idosos) e às maiores expectativas das populações frente à saúde, o que pode ser traduzido pela exigência de mais e melhores cuidados de saúde. Dentre esses cuidados em saúde, destaca-se a prevenção.

Enquanto a finalidade da medicina preventiva é melhorar a saúde dos indivíduos assintomáticos, também é um fato que o número de situações ou doenças rastreáveis tem vindo a aumentar, ao ponto de se falar numa epidemia de riscos.

Segundo a Conferência Internacional sobre a Promoção da Saúde, realizada em Ottawa (Canadá) em 1986 sob a responsabilidade da OMS, a saúde é um recurso do dia a dia. A responsabilidade da promoção da saúde é comum a todos os setores da sociedade, por meio da capacitação dos indivíduos e das comunidades, da criação de ambientes favoráveis à saúde e do desenvolvimento de aptidões pessoais (pela educação para a saúde).

SAIBA MAIS

Aluno(a), leia a Carta de Ottawa. A Primeira Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde, realizada em Ottawa, Canadá, em novembro de 1986, apresenta neste documento sua Carta de Intenções, que seguramente contribuirá para se atingir Saúde para Todos no Ano 2000 e anos subsequentes. Segue o link: <https://bit.ly/2bVDHbN>. Acesso em: 23 maio 2019.

Após os grandes avanços da medicina, da engenharia genética e os progressões  no conhecimento e estudo do genoma humano, novas perspectivas à medicina humana foram abertas, por meio da medicina preditiva.

A medicina preditiva  permitiu conhecer, muito precocemente e para cada indivíduo, os fatores de risco que poderiam ameaçar a saúde e a vida. A medicina preventiva tinha tido como consequência negativa a medicalização da sociedade. Já a medicina preditiva resultou na estratificação da sociedade em aptos geneticamente inaptos geneticamente. Após isso, os desafios morais e éticos da medicina preditiva, mas também os seus potenciais ganhos, superam os da medicina preventiva.

E, ao longo do tempo, mudou-se o foco da prevenção. Em 1967, Clark D. W. afirmou que prevenção significava evitar o desenvolvimento de uma doença e incluiu todas as medidas que limitavam a progressão da doença em qualquer um dos estágios.

Nessa época, foi feita uma distinção entre a intervenção que impede a ocorrência da doença antes de seu aparecimento, chamada de prevenção primária, da intervenção que diagnostica precocemente, ou retarda a sua progressão ou suas sequelas em qualquer momento da identificação, a chamada prevenção secundária. Pode-se, então, definir que prevenção é todo ato que tem impacto na redução de mortalidade e morbidade das pessoas, e não apenas a prevenção total da ocorrência da doença.

Historicamente, a prevenção passou da saúde pública e coletiva para a clínica das doenças. Identificar fatores de risco como parte da prevenção foi essencial para dar  início a uma nova era na saúde pública e coletiva, mas também na medicina, tornando-se uma atividade profissional para os epidemiologistas. Diante da modificação do conceito de “doença” ao longo do tempo, os fatores de risco estão sendo considerados equivalentes a “doenças” e a diferença entre prevenção e cura está se tornando cada vez mais indistinta. Nos países desenvolvidos, como os Estados Unidos e Canadá, os cuidados clínicos mudaram seu foco da cura para a prevenção, ou seja, tornaram-se prioridade sobre o tratamento antecipar doenças futuras em indivíduos que se encontram saudáveis. Já na prática brasileira, isso está retratado nas muitas unidades de Atenção Primária à Saúde (Unidades Básicas de Saúde, por exemplo), que têm programas priorizados para grupos populacionais específicos, como os programas de hipertensos e diabéticos (Hiperdia), e que resistem à ideia de acolher a demanda espontânea.

Níveis de Prevenção

Na década de 1970, Leavell e Clark estabeleceram três níveis de prevenção que  inter-relacionam a saúde pública e coletiva e a atividade médica. A promoção da saúde era conhecida apenas como um elemento da prevenção primária e era voltada mais para os aspectos individuais educativos individuais. Foi a partir da década de 1980, após a famosa Carta de Ottawa, que a promoção da saúde foi revalorizada, tornando-a objeto de políticas públicas em todo o mundo.

Diferentemente da promoção da saúde, a prevenção de doenças e de agravos à saúde tem como objetivo reduzir o risco de se adquirir uma doença específica,  reduzindo a probabilidade de que uma doença ou desordem venha a afetar um indivíduo. Veja a seguir os três tipos de prevenção:

a)   Prevenção primária é a tomada de ações para reduzir ou eliminar causas e fatores de risco de um problema de saúde antes que ele ou uma doença ocorra. Na prevenção primária, está incluída a promoção da saúde e proteção específica:

– a promoção da saúde consiste em todas as medidas gerais, visando aumentar a saúde e o bem-estar da população, como proporcionar: moradia adequada, educação, áreas de lazer, alimentação adequada, emprego, renda adequada etc.;

– a proteção específica engloba uso de acessórios de segurança em empresas (Figura 1); a educação no trânsito (Figura 2); legislação específica para uso de cinto de segurança e capacete, equipamentos em automóveis (air bag), ingestão de bebida alcoólica; policiamento preventivo e ostensivo – recursos materiais e recursos humanos treinados e bem remunerados para adequada fiscalização (Figura 3); conservação de rodovias, estradas e ruas (Figura 4); formação adequada e rigorosa dos condutores, renovação periódica criteriosa da carteira de reabilitação com avaliação clínica e psicológica; campanha de conscientização à população (respeito às leis do alcoolismo e do cinto de segurança); campanhas publicitárias alertando sobre o risco dos acidentes de trânsito; estudo epidemiológico das causas de acidente de trânsito para efetivar ações profiláticas específicas – horários e locais de maior incidência; orientação aos pedestres (faixas de pedestres, semáforos, passarelas) e ciclistas.

Figura 1 – Acessórios para segurança na empresaFonte: dolgachov / 123RF.
Figura 2 – Educação no trânsito
Fonte: graphicbee / 123RF.
Figura 3 – Policiamento
Fonte: Brian Jackson / 123RF.
Figura 4 – Conservação de rodovias
Fonte: wabeno / 123RF.

SAIBA MAIS

A hipertensão arterial sistêmica é uma das doenças crônicas não transmissíveis mais prevalentes em nosso país. Sua prevenção é simples, e deveria ser feita com maior intensidade pela população. Leia o artigo sugerido sobre promoção, prevenção e cuidado na hipertensão arterial no Brasil. Segue o link: <https://bit.ly/2RyFCXn>. Acesso em: 23 maio 2019.

SAIBA MAIS

Os acidentes são considerados um grande problema de saúde pública, devido ao elevado número de mortes. No Brasil, os acidentes são a segunda causa de óbito. Leia  artigo sugerido, que teve como objetivo avaliar a efetividade das ações de educação em saúde sobre prevenção de acidentes e primeiros socorros. Segue o link: <https://bit.ly/2Jvka3C>. Acesso em: 23 maio 2019.

b)   Prevenção secundária é um conjunto de ações  que são realizadas com o intuito de  detectar um problema de saúde em seu estágio inicial, ou em estágio subclínico, objetivando facilitar o diagnóstico definitivo, além do tratamento, e reduzir ou prevenir sua disseminação e os efeitos de longo prazo. Engloba, por exemplo, policiamento no trânsito; fiscalização de automóveis, caminhões, motocicletas quanto aos equipamentos de segurança; condições de conservação deles, documentação dos veículos e condutores; estado físico dos condutores (teste de bafômetro em suspeita de alcoolismo); uso de estimulantes (anfetaminas por caminhoneiros); cumprimento com rigor do novo código de trânsito e criar mecanismos de prevenção à corrupção; meios de comunicação ágil e eficaz; melhorar condições de salvamento dos acidentados (ambulâncias, Siate, helicópteros em centros urbanos e estradas) e pessoal adequadamente treinado para salvamento (médicos e paramédicos); ambulâncias ou carros de resgate equipados para atendimento das vítimas; ambulância UTI para regiões com maior número de acidentes; organização de serviços de saúdes para atendimento a acidentados (níveis hierárquicos para situações de gravidade diversos); equipes de socorristas treinadas em prontos-socorros e hospitais de referência; sistema de saúde regionalizado e hierarquizado; sistema de leitos hospitalares suficientes; hospitais equipados com UTI e todas as especialidades; equipe multiprofissional treinada para atendimento integral, visando à recuperação do paciente e evitando sequelas (ATLS); atendimento rápido e adequado ao acidentado (resgate, pronto-socorro, hospital); serviços de emergência equipados de acordo com a necessidade de atendimento (suporte à vida); acesso a métodos propedêuticos preconizados (ultrassom, tomografia etc.); e tratamento adequado para evitar sequelas (medicamentos, equipe multidisciplinar de prontidão, fisioterapia precoce, tratamento psicológico).

SAIBA MAIS

A aterosclerose é conceituada como o acúmulo de gordura na parede das artérias e pode trazer sérias consequências ao indivíduo. A prevenção dessa doença seria primordial para se evitar, por exemplo, infarto agudo do miocárdio. Leia as Diretrizes Brasileiras de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose. Segue o link: <https://bit.ly/2IXSIsW>. Acesso em: 23 maio 2019.

SAIBA MAIS

O câncer de mama é o mais comum entre as mulheres no mundo, ficando atrás apenas do câncer de pele do tipo não melanoma. Ainda não existe uma forma eficaz de evitar o surgimento do tumor, porém evidências científicas apontam que medidas de prevenção secundária, tais como a detecção precoce da doença e o controle de sua evolução através da prática sistemática do autoexame das mamas, além da atenção quanto aos fatores de risco, podem minimizar os danos gerados pela enfermidade. Leia o artigo sugerido sobre a prevenção secundária do câncer de mama. Segue o link: <https://bit.ly/2XXd7EW>. Acesso em: 23 maio 2019.

c)   Prevenção terciária é um conjunto de ações implementadas para reduzir prejuízos funcionais que são consequência de um problema agudo ou crônico de saúde, o que incluía reabilitação. Engloba reabilitação na fisioterapia e terapia ocupacional; educação visando ao máximo aproveitamento da capacidade remanescente; educação ao público e dos empregadores para a utilização dos reabilitados.

SAIBA MAIS

Caro(a) aluno(a), indico a você a leitura do artigo “Prevenção em saúde mental”, que teve como objetivo apresentar aspectos técnicos, políticos e legais da prevenção em saúde mental no país. Segue o link: <https://bit.ly/2Y1Hk5F>. Acesso em: 23 maio 2019.

Três categorias compreendem a prevenção de doenças: a manutenção de baixo risco, a redução de risco e a detecção precoce:

a)   A manutenção de baixo risco assegura que as populações de baixo risco, para doenças e demais problemas de saúde, permaneçam com essa condição, assim como encontrem meios de evitá-las.

b)   A redução de risco tem como foco as características que implicam risco de moderado a alto de desenvolvimento de doenças, tanto entre os indivíduos quanto  em segmentos da população; busca caminhos para controlar ou diminuir a prevalência da doença.

c)   A detecção precoce estimula a conscientização dos sinais precoces de problemas de saúde e rastreia as pessoas sob risco, o que permite detectar um problema de saúde em sua fase inicial. Ela se baseia na ideia de que algumas doenças têm maiores chances de serem curadas, assim como promover maior sobrevida e/ou qualidade de vida ao indivíduo, quando essas doenças são diagnosticadas o mais cedo possível.

SAIBA MAIS

Leia o artigo sugerido sobre detecção precoce da doença renal crônica em população de risco. A doença renal crônica é uma epidemia silenciosa e preocupante no mundo todo.

Segue o link: <https://bit.ly/2x3jT02>. Acesso em: 23 maio 2019.

Dentre as estratégias para a detecção precoce, temos o diagnóstico precoce e o rastreamento. O primeiro engloba a abordagem de indivíduos que já apresentam sintomas  e/ou sinais de uma certa doença. Já o rastreamento é voltado à população assintomática, na fase subclínica do problema de saúde em questão.

c.1)   O diagnóstico precoce engloba ações que permitem identificar a doença em seu estágio inicial, a partir de sintomas e/ou sinais clínicos. O conceito de diagnóstico precoce é nomeado de down-staging (no menor estágio do desenvolvimento da doença).

c.2)   O rastreamento engloba testes ou exames diagnósticos em populações assintomáticas, e tem como objetivo o diagnóstico precoce, ou de identificação e controle de riscos. Tem o objetivo de reduzir a morbidade e mortalidade da doença, agravo ou risco rastreado.

QUESTÃO OBJETIVA

Prevenção significa ação ou resultado de prevenir. É conjunto de medidas ou preparação antecipada de (algo) que visa prevenir (um mal). Os níveis de aplicação de medidas preventivas são prevenção primária, secundária e terciária. Assinale a alternativa que indique qual nível de prevenção secundária abrange:

A promoção da saúde.

As ações que têm como foco identificar e corrigir qualquer desvio da normalidade, em eventos relacionados à saúde, contemplam o nível secundário de prevenção.

A reabilitação.

Na prevenção secundária, as ações são voltadas para colocar o indivíduo de imediato na situação saudável e têm como objetivo a diminuição da prevalência da doença. Visam ao diagnóstico, ao tratamento e à limitação do dano.

A proteção específica.

Dentre os níveis de prevenção, a secundária destaca-se por englobar o conjunto de ações que visam identificar e corrigir o mais precocemente qualquer desvio da normalidade.

O diagnóstico precoce.

A prevenção secundária engloba o conjunto de ações que visam identificar e corrigir o mais precocemente qualquer desvio da normalidade, colocando o indivíduo de imediato na situação saudável, tendo como objetivo a diminuição da prevalência da doença. Visam ao diagnóstico, ao tratamento e à limitação do dano.

Nenhuma das alternativas acima.

A prevenção secundária visa ao diagnóstico, ao tratamento e à limitação do dano. Para isso, engloba ações que visam identificar e corrigir qualquer desvio de normalidade.

QUESTÃO OBJETIVA

A prevenção de doenças compreende três categorias: manutenção de baixo risco, redução de risco e detecção precoce. Sobre essas categorias, assinale a alternativa correta:

A detecção precoce tem por objetivo assegurar que as pessoas de baixo risco para problemas de saúde permaneçam com essa condição e encontrem meios de evitar doenças.

A detecção precoce visa estimular a conscientização dos sinais precoces de problemas de saúde – tanto entre usuários leigos como em profissionais – e rastrear pessoas sob o risco de modo a detectar um problema de saúde em sua fase inicial, se essa identificação precoce traz mais benefícios que prejuízos aos indivíduos. Ela se baseia na premissa de que algumas doenças têm maiores chances de cura, sobrevida e/ou qualidade de vida do indivíduo quando diagnosticadas o mais cedo possível.

A redução de risco foca nas características que implicam risco de moderado a alto, entre os indivíduos ou segmentos da população.

A redução de risco foca nas características que implicam risco de moderado a alto, entre os indivíduos ou segmentos da população, e busca maneiras de controlar ou diminuir a prevalência da doença.

A manutenção de baixo risco assegura que as populações de baixo risco para doenças e demais problemas de saúde não permaneçam com essa condição, assim como encontrem meios de evitá-las.

A redução de risco visa estimular a conscientização dos sinais precoces de problemas de saúde – tanto entre usuários leigos como em profissionais – e rastrear pessoas sob o risco de modo a detectar um problema de saúde em sua fase inicial, se essa identificação precoce traz mais benefícios que prejuízos aos indivíduos. Ela se baseia na premissa de que algumas doenças têm maiores chances de cura, sobrevida e/ou qualidade de vida do indivíduo quando diagnosticadas o mais cedo possível.

A redução de risco visa estimular a conscientização dos sinais tardios de problemas de saúde.

A prevenção de doenças compreende três categorias: manutenção de baixo risco, redução de risco e detecção precoce. Em específico, a manutenção de baixo risco tem por objetivo assegurar que as pessoas de baixo risco para problemas de saúde permaneçam com essa condição e encontrem meios de evitar doenças.

A detecção precoce foca nas características que implicam risco de moderado a alto, entre os indivíduos ou segmentos da população.

A detecção precoce tem como foco estimular a conscientização dos sinais precoces de problemas de saúde, assim como rastrear pessoas sob o risco de modo a detectar um problema de saúde em sua fase inicial, se essa identificação precoce traz mais benefícios que prejuízos aos indivíduos.

Fechamento

Caro(a) estudante, vimos que existem três tipos de prevenção, essenciais para a redução de danos à saúde da população. Dentre elas, a prevenção primária engloba as ações de promoção da saúde e prevenção específica. Essas são realizadas com o intuito de evitar a ocorrência da doença, ou seja,  suas estratégias são voltadas para a redução da exposição aos fatores de risco, tendo como objetivo a promoção de saúde e proteção específica. A prevenção secundária engloba o conjunto de ações que visam identificar e corrigir o mais precocemente qualquer desvio da normalidade, colocando o indivíduo de imediato na situação saudável, tendo como objetivo a diminuição da prevalência da doença. Visam ao diagnóstico, ao tratamento e à limitação do dano. A prevenção terciária é o conjunto de ações que visam reduzir a incapacidade de forma a permitir uma rápida e melhor reintegração do indivíduo na sociedade, aproveitando as capacidades remanescentes.

Nesta aula, você teve a oportunidade de:

  • entender a definição de prevenção;
  • conhecer os tipos de prevenção na área da saúde.

ATIVIDADE COMPLEMENTAR

Proponho a você, aluno(a), a leitura do artigo “Conceituação, epidemiologia e prevenção primária”, das Diretrizes Brasileiras de Hipertensão, publicado no Jornal Brasileiro de Nefrologia, em 2010. Durante a leitura, preste atenção no impacto médico e social da hipertensão arterial sistêmica; nos fatores de risco para a hipertensão arterial sistêmica e, principalmente, nas medidas de prevenção primária para esta doença.

Segue o link: <http://www.scielo.br/pdf/jbn/v32s1/v32s1a03.pdf>. Acesso em: 24 maio 2019.

Teoria e Prática

A dengue é uma doença mundialmente considerada a arbovirose de maior relevância, transmitida por mosquito do gênero Aedes (Stegomya). É uma doença que causa febre aguda, que pode variar desde formas oligossintomáticas até formas graves, capazes de desencadear o óbito. Estima-se que ocorram, a cada ano, 390 milhões de infecções por dengue no mundo, 96 milhões delas sintomáticas. A expansão geográfica e o aumento explosivo do número de casos da doença, observados nas últimas décadas, têm sido atribuídos a fatores como o crescimento populacional, a aglomeração urbana, a utilização de meios de transporte rápidos, para circulação de pessoas e mercadorias, e, certamente, as condições ecológicas favoráveis à proliferação do vetor.

Estudo de caso

Como vimos, a incidência, a morbidade (hospitalar ou não) e a mortalidade fazem parte das medidas de controle para a vigilância epidemiológica, e elas permitem analisar a distribuição, a ocorrência e a evolução das doenças. Esses indicadores são norteadores para as ações de Vigilância do Câncer, por exemplo. A base para a construção desses indicadores são os números provenientes, principalmente, dos Registros de Câncer e do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). Por exemplo, para o Brasil, estimam-se 68.220 casos novos de câncer de próstata para cada ano do biênio 2018-2019. Esses valores correspondem a um risco estimado de 66,12 casos novos a cada 100 mil homens.

Vídeo

Para complementar o seu aprendizado, assista o vídeo a seguir:

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